
Passo o dia a buscar de mim, um pedaço do passado, a tentar trazer de volta aquela pessoa forte que não se deixava abater.
Mas não consigo, algo de mim quebrou... Eu perdi a vontade de viver e de lutar, e rendo-me ao tempo presente de uma vida vazia, uma vida bandida, vida que não é vida.
Os dias passam lentamente, parece que o tempo não tem tempo de passar...
Sozinha olho ao redor e o que procuro? Não sei...ou talvez, Saiba sim... Mas, eu tenho medo do vazio, do silencio que atormenta, das horas angustiante em que vivo... Horas intermináveis de saudade e sofrimento de quando estou a pensar na minha mãe.
Nestas tristes horas é no que resultou a minha vida. No que os meus dias se transformaram, dias que já foram luta, mas também dias de puro amor... Hoje, absoluto de angustia, é assim, vivo numa concha de tristeza, onde eu refugio-me, a sofrer pela falta de alguém muito especial...
Saudades dela, Saudades de todos os que já se foram.
Saudades dos que não foram mas também não voltaram mais…


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